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BeGreen reaproxima fazenda da cidade

11 de Maio de 2017 Sem Comentários

Belo Horizonte recebe hoje a primeira Fazenda Urbana da América Latina, por meio de uma parceria entre o Boulevard Shopping e a Startup BeGreen. Esse modelo de negócio baseado na sustentabilidade e produção de hortaliças sem agrotóxicos possui apenas oito unidades em todo mundo, que estão nos EUA, Suíça, Alemanha, Holanda, Suécia e Japão.

 

 

O espaço de 2.700 m² funcionará no espaço externo do shopping com acesso pelo piso 2. Além da ter uma estufa com capacidade de produzir até 50 mil pés de alfaces baby/mês sem uso de agrotóxicos e em consórcio com a criação de peixes, o espaço foi todo construído aliado à sustentabilidade com com containers que virariam sucata; as mesas e cadeiras do espaço tem como matéria prima a madeira plástica; e o piso foi feito com material de rejeito de mineração. No local também haverá a loja Casa Horta, para a venda dos produtos cultivados e de produtores locais; e a Casa Amora, restaurante conceito ‘farm-to-table’.

 

 

A Fazenda Urbana tem como principais premissas o comércio justo, a produção sustentável e não prejudicar o meio ambiente. O projeto, além da produção livre de agrotóxicos (orgânica), traz todo um conceito alicerçado na sustentabilidade. No espaço, será utilizado o composto proveniente do lixo orgânico da Praça de Alimentação do Boulevard como substrato para o crescimento das verduras; e haverá redução do consumo de água com captação da chuva. Além disso, não terá emissão de CO², pois além da autossuficiência elétrica do projeto, o consumidor final irá adquirir os produtos da fazenda in loco, sem serviços de logísticas e entrega.

 

 

O local será um verdadeiro parque de diversões para quem segue uma vida saudável e trará uma série de benefícios para os visitantes. O projeto também contempla várias ações integradas, como a realização de ações de conscientização de crianças e jovens de escolas públicas e privadas, e eventos e treinamentos de produção sustentável que pretendem atingir pelo menos 1 milhão de pessoas por ano. “Nosso principal objetivo é demonstrar que é possível ser sustentável e produtivo gerando mais empregos, menos lixo e sem prejudicar o meio ambiente. É um projeto inovador, que segue um movimento global que aproxima a produção do consumidor final. O consumidor saberá a procedência de tudo que está consumindo”, explica um dos idealizadores do projeto, Giuliano Bitencourt.

 

 

 

Leia abaixo uma entrevista com o administrador responsável pela fazenda, Pedro Graziano.

Por que Belo Horizonte foi a escolhida para receber a primeira Fazenda Urbana da América Latina? 

Foram vários fatores. O primeiro é pela característica urbana da cidade: Belo Horizonte tem um grande perímetro urbano, uma alta concentração populacional e está ficando cada vez mais longe do chamado cinturão-verde (zonas rurais de produção de alimentos). Hoje as principais produções de hortaliças estão há pelo menos 50km do centro da cidade. Belo Horizonte também é uma das cidades mais acolhedoras do Brasil pela natureza e carisma de seu povo e tem uma grande concentração de movimentos de alimentação saudável, qualidade de vida e negócios de impacto. Outro fator importante é que a BeGreen já opera nos principais supermercados e restaurantes da cidade há 2 anos – onde vendemos hortaliças sem agrotóxicos até então produzidas no município de Betim.

 

Quais são os principais desafios que esse conceito ‘farm-to-table’ ainda tem pela frente em relação ao mercado e ao consumidor brasileiro?

Farm-to-table é um conceito muito novo, ainda mais para os brasileiros por ainda ser inédito, e a prática ou execução deste conceito estava ainda mais distante do consumidor. Porém, como um movimento global, a agricultura urbana já é uma realidade de cidades inteligentes e desenvolvidas e será, sem dúvida, o futuro das próximas gerações. Os principais desafios ainda estão no poder público. As prefeituras e demais órgãos regulatórios ainda não estão preparados para receber uma atividade rural dentro da cidade, e quebrar essa barreira pra evoluir dentro do Estado sempre foi um grande desafio de empresas inovadoras no Brasil e não é diferente para a BeGreen.

 

De que forma o projeto pretende resgatar essa conexão das pessoas da cidade com a comida?

Minha avó me dizia que há algumas décadas toda família comia o que plantava no quintal de casa, porém a população veio para a cidade e as produções de alimentos continuaram no campo. Esse movimento nos trouxe problemas como perda de qualidade do alimento, alto desperdício, dificuldade na fiscalização, aumento de preços, piora do trânsito, aumento de emissão de gás carbônico, entre outros. Agora está na hora da reconectarmos as pessoas com seus próprios alimentos e a BeGreen fará isso de forma muito simples e integrada. Ao trazer a produção para o centro da cidade, todos saberão a origem de seu alimento, poderão visitar, conhecer e acompanhar o crescimento de cada cultivar – exatamente como minha avó fazia antigamente. As crianças poderão aprender, na prática, como funciona e como se produz os ingredientes de sua salada enquanto os pais terão acesso à produtos frescos de verdade, sem agrotóxicos e com preço acessível. Desta forma estaremos impactando toda a família e toda a cidade, pois haverá menos desperdício, menos água utilizada, menos caminhões nas ruas, menos emissões de gases poluentes e muito mais sabor, frescor e qualidade de vida.

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Avental vegano customizável

19 de Abril de 2017 Sem Comentários

Coberto por vegetais, frutas, folhas e legumes, a Você Q Faz, marca com mais de 40 produtos para customização, acaba de lançar um avental para atender a um público que não para de crescer, os veganos.

 

A peça lembra aquela moda de uns anos atrás dos “livros de colorir”, pois cada avental vem com estampas que podem ser coloridas. O material acompanha quatro canetinhas coloridas que não saem após a lavagem. “Os produtos são produzidos com algodão e nenhum foi testado em animal. Vale ressaltar que as canetinhas são atóxicas e sua base química é água“, afirma o diretor da marca Rafael Boni Ruschel.

 

 

O avental vegano da marca promete inovar os conceitos de estilo na cozinha. Além de poder ser customizado, o produto é alegre e bem-humorado. “A Você Q Faz tenta agradar a todos os públicos e oferece opções de produtos para personalizar que atendem de bebês a avós. O público vegano está representado pelo avental que retrata um novo estilo de vida”, explica Ruschel.

 

A marca da Você Q Faz oferece também outros modelos de aventais, como “Tempero do chef”, “Gostosuras” e “Família Delícia”, além de bodies de bebês, camisetas, quadrinhos, almofadas, etc.

 

 

O kit do avental custa R$55,00 para adultos e R$ 45,00 para crianças nas lojas físicas ou na virtual. É possível adquirir mais canetinhas coloridas e acessórios de customização a parte.

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Vestidas em prol da doação de sangue

18 de Abril de 2017 Sem Comentários

Não foi por acaso que sete celebridades apareceram com o mesmo vestido. Mariana Rios, Fernanda Souza, Thaila Ayala, Sabrina Sato, Vera Viel, Ana Paula Siebert e Fabiana Justus usaram um único vestido para fazer o alerta: uma única doação pode salvar aproximadamente sete pessoas.

 

 

As estações do ano mudam, mas a necessidade de doadores de sangue nos Hemocentros em todo o país não. Com a chegada do outono, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo teve uma queda de 35% no número de doações voluntárias. Para sensibilizar a população e mudar este cenário, a campanha foi criada pela agência Y&R.

De acordo com o vice-presidente de Criação da Y&R, Rafael Pitanguy, o propósito da ação é justamente despertar a curiosidade das pessoas e gerar o debate sobre o tema, de uma forma inusitada. Para completar, o modelo do vestido revelado na campanha, criado exclusivamente pela Pop Up Store, será produzido em larga escala com 100% do lucro das vendas repassado para a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

De acordo com a responsável pelo Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a médica Cárlei Heckert Godinho, a queda nas doações de sangue está afetando de forma dramática o atendimento das urgências no Pronto Socorro, Centro Cirúrgico e os demais pacientes da instituição. Segundo ela, uma única doação de sangue pode ajudar aproximadamente sete pessoas com diversas enfermidades e idades, uma vez que o sangue coletado é separado em diferentes hemocomponentes – concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado – que podem ser fracionados quando destinados a crianças.

Faça sua parte. Doe sangue!

 

 

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Socila promove campanha em apoio à ONG

8 de Abril de 2017 Sem Comentários

A rede de salões de beleza Socila, em parceria com a ONG Pérolas de Minas, promoveu uma campanha para que as mulheres cortassem os cabelos gratuitamente e doassem os fios. A iniciativa teve como objetivo aumentar a autoestima em um momento tão difícil, que é o tratamento do câncer.

 

 

No mês de março, 15 salões de Belo Horizonte e da região metropolitana ofereceram cortes gratuitos para clientes que queriam doar os cabelos, lembrando que o tamanho tinha que ser de, no mínimo, 15cm. Com os fios doados, serão confeccionadas algumas perucas.

 

 

As doações foram repassadas para a diretoria da ONG Pérolas de Minas, que oferece apoio a pacientes em tratamento de câncer de mama na última segunda-feira, dia 3 de abril. Para o evento que encerrou a campanha foi realizado um coquetel na Garden Consultoria com a participação de franqueados da rede de salões Socila, representantes da ONG Pérolas de Minas e do Carisma Buffet.

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Green Co. celebra participação no SPFW

7 de Abril de 2017 Sem Comentários

Com desfile marcado por uma forte militância verde, que inclusive levou para a passarela modelos com placas do movimento Fashion Revolution Brasil, a Green Co. comemora o sucesso de sua primeira participação no SPFW.  A parceria com o movimento visa promover o questionamento sobre as atuais formas de consumo, propondo uma moda responsável, assim como relações de trabalho baseadas na transparência e na ética.

A filosofia clean da marca também delineou a beleza do desfile, assinada por Ricardo dos Anjos. De “cara lavada”, os modelos cruzaram a passarela com pouquíssima interferência de cor em suas peles e cabelos ao natural.

 

 

Peças básicas, vestidos ajustados, regatas, camisas e saias traziam cortes assimétricos e única estampa de folhagens para a coleção, que é tanto feminina quanto masculina. A cartela de cores apontou tons de verde pincelados por nuances neutras, ora claras e ora escuras. A estampa botânica foi inspirada no universo micro e macro das folhas. Entre os acessórios, o destaque foram óculos feitos do reaproveitamento de pranchas de skate e mochilas geradas a partir de câmaras de pneus.

 

 

Abaixo, uma entrevista com o fundador da Green Co, Cassius Pereira

MV – Há pouco tempo que as semanas de moda começaram a prestar atenção na sustentabilidade. Qual mensagem a Green Co procurou passar com essa importante participação no SPFW? 

CP- Mostramos que é de fato real, possível e necessário pensar, desenvolver e produzir moda de forma inteligente e sustentável, sem perder em design conforto com relação a materiais…muito pelo contrario, a cadeia pensada e executada de forma mais verde e limpa, torna o produto mais bonito e gostoso de se usar.

MV – Quais novidades a Green Co levou para as passarelas e de que forma as peças contribuem para a sustentabilidade e preservação do maio ambiente? 

CP – Levamos tecidos 100% naturais e biodegradáveis como o linho orgânico e o Hemp, fibras tão antigas quanto a historia da humanidade. Outro tecido incrível foi o Denim resinado apresentado em parceria com a Canatiba Textil, esse denim é feito com fios de Liocel e Modal. E como não poderiamos deixar de lado a pegada upcycled da marca, criamos nossos acessórios a partir da reciclagem de madeira de pranchas de SK8 em nossos óculos e borrachas de câmara de ar nas mochilas.

MV – Quais os desafios a Green Co e as outras marcas sustentáveis ainda tem pela frente em relação ao mercado tradicional da moda brasileira? 

CP – Acredito que um dos principais desafios esteja ligada a cadeia produtiva e no marketing utilizado por muitas marcas o que acaba acarretando uma concorrência desleal, ou seja, marcas que não fazem nada de fato se vendendo como sustentáveis. Com relação a cadeia produtiva, vejo como desafio marcas conseguirem montar uma estrutura de produção e network de fato mais limpos, lembrando que estamos no Brasil, e que tudo aqui infelizmente é mais superficial e não confiável (pessoas, empresas e processos).

 

Ficha técnica desfile Green Co.
Diretor de estilo: Cassius Pereira
Equipe de estilo: Denise Neves e Rique Groove
Styling: Inês Yamaguchi
Beleza: Ricardo dos Anjos
Trilha sonora: Felipe Venâncio
Direção criativa: Cassius Pereira
Parceiros: Fashion Revolution e Wellington Almeida

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